sábado, 10 de abril de 2010

Confusão,
cerebro em fixão.
nuclear, é claro

nuvem as vezes baixa como neblina
e sublima o fluxo limpo das idéias
pangéia que se separa
universo que se expande
meu simples complexo
e nesse contexto, nesse meu texto,
eu te conto
que as vezes o meu onto
não é lógico
não entendo e ponto

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Acordo cinza dentro do cinzeiro
A cor de cinza vem de dentro
me preenche intero

hospitalidade nesta parte da cidade
tem haver c/ hospício
sem rémedio, só vício.

Tantas ruassolidão
vias onde passam camburão
o tático cinza
o tráfico negro

poder e pobre
+ uma vez o choque de ordem
eletrochoque no cerebelo
centro nervoso

joga no chuveiro!
água fria
em quem não tem condição
e como num campo de concentração
na Áustria
vem a limpeza cáustica

CAOSÓTICA

e eu no meio.
?salvo? pela peq. nobreza falída,
que se guarda com essas armas falícas,
muros mudos
corpos duros

chora santa
sangra mata
chove morte

E nesse grito
eu pixo em cima do mais alto edifício
'é difícil + eu existo!'
Resto de feira
(ao ram)

Resto de feira
tem pêra e macaxeira

TEMPERA

sal cominho shoyo
céu caminho sou
EU vou surtar só pra equlibrar a normaleza da mesa de jantar.
pendurar a toalha, jogar a camisa, inverter a chuteira
correr nu com meu guarda roupa
e quem sabe ser feliz

gente muda
como é bom sorrir
(denovo onovo)
No reciclismo se pedala
se come, vive, ou qualquer coisa que valha.
Aprendi que resto também é banquete,
como plantar alface e rabanete.

fiz horta, composteira, durmi, sonhei
isso faz parte da minha obra
comê o que você chama de sobra

mais vai além, vira curva. Dobra
e ao longe se vê o horizonte, do agora.
um novo jeito,
eu mais uma vez refeito.