sábado, 27 de novembro de 2010

Razão
raiz da questão
quadrada
enquadra
mãos pra cima, loucura
delírio
ser lírico

obrigado, mas cansei de explicar
vo confundir pra dizer
que sei aonde vou, sei?
Seio da questão
pra que lado bate o meu coração?

Falo comigo mesmo,
qualquer papo a esmo
escuto as duas vozes dessa
du(riv)alidade
e sigo outra direção

Tiê
TU é tuinha
sou zé, que num entende quando qué
e sabe o que num era pros zés

e num qué fraqueja e subjuga o desejo de ir mais em frente
ou até do lado, quem sabe volto um pouco
e que é isso ali em cima da árvore?

beijas
Ansiedade
ser na cidade

Cinza ate metade
O sol pulsa
Ceu janela e grade

no coração que bate
a vontade da paixão,
ocupação agora:
trabalho, moradia e
dignicidade?

Sem essa ilusão
o cadeado trocado não foi mais adiado
e na espera estou
15 dia e Pow

Novo lado, será que
loco estou?
Carrão, mauá ou tropicalia?

Perdi o mapa, a bussula gira num para
como ponteiros de relogios
Thic táqui
E eu cansei de correr atras, dando voltas.
Pensar, plantar, mas pra isso para e morar.

Num apresse o rio que ele corre sozinho,
mas cuidado pra num ser levado pela correnteza
ele bifurca e num disseram sobre a cachoeira

Há, mas enquanto isso vo de leve
dando role de camelinho com meu walkman
Brincando e jogando esperando o jokerman
pra truca

Luz
Saciedade

Eu moleque Saci
que dizem num ter mais idade
brinco
de pião e vej a beleza na bola
de sabão
gude e no gamão

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

fujo delas aos buscalas

Eu quero entender o que se passa em mim
quero entender o que se passa no mundo

vivo as vezes parecendo defunto
desfruto da vida morrendo junto

Até onde o fluxo vai me levar
serei capaz de nadar?
e aonde quero chegar?

ENCHERGAR

segunda-feira, 31 de maio de 2010

"Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.

Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um."

Fernando Pessoa.



Nesse sentido, o amor é uma companhia



O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.


Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.


Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.
(Alberto Caeiro)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Karate na catraca

hakai só num basta
passa por baixo
não paga essa taxa

karatê na catraca


pra quem pega busão
pra e ir e volta
e não gosta dessa historia
da passagem aumenta
solidão

quero um zilháo de amigos
isso não é um número
tão pouco uma solução
coisas antigas:

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a uma noite de verão

te beijo com meu desleixo,
um kamiquase a se matar num voo rasante,
depois de me revelar, atras da porta do elevador.

a vitrola roda, eu rodo, você me olha.
Costura pensamentos. E meu pano, sujo,
tem o cheiro da gente.
do nosso amor


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Parto
para nascer
e apartir
vivo

VIVA!


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prum dia de caminhada

e se agente inverte a cabeça?
e começa a pensar com sola,
o que sobra?

sem mais consolos,
SOMOS!
todo do dedinho até os ombros

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Você não deu discarga
sinto sua falta
quero sua merda

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novo inquilino

chegou assim derepente
e não me arepende
ao deitar a frágil cabeça no meu ombro
esquece dos assombros passados

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pedras viram tartaturgas,
maracujas psicodélicos me dizem não,
os pássaros me dizem sim, e cantam.

amo na areia
a neblina se opondo a luz
dos elefantes tristonhos

"tudo se chama nuvem,
tudo se chama rio,
tudo que vai nascer."

eu vi em rio grande


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Um restaurante no meio do caminho


O que são chakras no ocidente
senão apenas as chagas
de uma espiritualidade morta

www.chakras.com.br


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Sou niilista de leve
não nasci na rússia
nunca vi neve.

thinho

sábado, 10 de abril de 2010

Confusão,
cerebro em fixão.
nuclear, é claro

nuvem as vezes baixa como neblina
e sublima o fluxo limpo das idéias
pangéia que se separa
universo que se expande
meu simples complexo
e nesse contexto, nesse meu texto,
eu te conto
que as vezes o meu onto
não é lógico
não entendo e ponto

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Acordo cinza dentro do cinzeiro
A cor de cinza vem de dentro
me preenche intero

hospitalidade nesta parte da cidade
tem haver c/ hospício
sem rémedio, só vício.

Tantas ruassolidão
vias onde passam camburão
o tático cinza
o tráfico negro

poder e pobre
+ uma vez o choque de ordem
eletrochoque no cerebelo
centro nervoso

joga no chuveiro!
água fria
em quem não tem condição
e como num campo de concentração
na Áustria
vem a limpeza cáustica

CAOSÓTICA

e eu no meio.
?salvo? pela peq. nobreza falída,
que se guarda com essas armas falícas,
muros mudos
corpos duros

chora santa
sangra mata
chove morte

E nesse grito
eu pixo em cima do mais alto edifício
'é difícil + eu existo!'
Resto de feira
(ao ram)

Resto de feira
tem pêra e macaxeira

TEMPERA

sal cominho shoyo
céu caminho sou
EU vou surtar só pra equlibrar a normaleza da mesa de jantar.
pendurar a toalha, jogar a camisa, inverter a chuteira
correr nu com meu guarda roupa
e quem sabe ser feliz

gente muda
como é bom sorrir
(denovo onovo)
No reciclismo se pedala
se come, vive, ou qualquer coisa que valha.
Aprendi que resto também é banquete,
como plantar alface e rabanete.

fiz horta, composteira, durmi, sonhei
isso faz parte da minha obra
comê o que você chama de sobra

mais vai além, vira curva. Dobra
e ao longe se vê o horizonte, do agora.
um novo jeito,
eu mais uma vez refeito.