sexta-feira, 9 de abril de 2010

Acordo cinza dentro do cinzeiro
A cor de cinza vem de dentro
me preenche intero

hospitalidade nesta parte da cidade
tem haver c/ hospício
sem rémedio, só vício.

Tantas ruassolidão
vias onde passam camburão
o tático cinza
o tráfico negro

poder e pobre
+ uma vez o choque de ordem
eletrochoque no cerebelo
centro nervoso

joga no chuveiro!
água fria
em quem não tem condição
e como num campo de concentração
na Áustria
vem a limpeza cáustica

CAOSÓTICA

e eu no meio.
?salvo? pela peq. nobreza falída,
que se guarda com essas armas falícas,
muros mudos
corpos duros

chora santa
sangra mata
chove morte

E nesse grito
eu pixo em cima do mais alto edifício
'é difícil + eu existo!'

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